No dia 08 de julho, o Grupo de Pesquisa Cogitare promoveu uma mesa-redonda de extrema relevância e atualidade, com o tema “Uso ético da IA na pesquisa em saúde”. O evento reuniu docentes, discentes e profissionais da área para refletir sobre os limites, os desafios e as potencialidades da incorporação de ferramentas tecnológicas e inteligentes no campo biomédico e da Saúde Coletiva.
O debate foi enriquecido pela participação de pesquisadores vinculados à nossa comunidade acadêmica e a redes de saúde, divididos em quatro eixos centrais:
Privacidade e Consentimento: A abertura das discussões ficou sob a responsabilidade de Emile Alves da Silva (Graduanda de Enfermagem e bolsista de Iniciação Científica), que abordou a proteção de dados sensíveis na saúde e a importância de resguardar a autonomia dos participantes na era digital.
Mitigação de Vieses: A mesa seguiu com a contribuição de Natally Maria Carneiro (Graduada em Odontologia pela UEFS e Mestranda do PPGSC-UEFS), e Evanilda Souza de Santana Carvalho (Doutora em Enfermagem pela UFBA e Docente do PPGSC-UEFS), que debateu os riscos de algoritmos reproduzirem ou amplificarem desigualdades sociais e raciais históricas, destacando a necessidade urgente de desenvolver modelos mais justos e equitativos.
Transparência e Explicabilidade: O tema foi detalhado por Arnaldo Sebastião Neto (Enfermeiro da SMS de Feira de Santana, Graduado pela Faculdade Pitágoras e Mestre em Enfermagem pelo MPE/UEFS), que discutiu a importância da “IA explicável” na saúde, defendendo que as decisões tomadas por sistemas automatizados devem ser compreensíveis e auditáveis pelos profissionais humanos.
Diretrizes Globais: Encerrando as apresentações, Guthierre Almeida Portugal (Graduado em Enfermagem pela UNIFAT, Mestre em Saúde Coletiva pelo MPSC-UEFS e Doutorando do PPGSC-UEFS) trouxe um panorama internacional sobre os principais marcos regulatórios, recomendações da OMS e governança global voltados à segurança e ética da IA na ciência.
Em síntese, foram amplamente discutidas as principais diretrizes globais sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) na saúde e na pesquisa clínica/científica estabelecidas principalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela UNESCO, complementadas por conselhos de pesquisa internacionais.
Dentre as publicações da OMS para reger a tecnologia, incluem o recente guia sobre Grandes Modelos Multimodais (LMMs – 2024), o de Considerações Regulatórias (2023) e o pioneiro Relatório Global sobre Ética e Governança da IA na Saúde (2021). Esta instituição baseia suas diretrizes em 6 princípios orientadores: Preservar a autonomia humana;Promover o bem-estar e a segurança humana e o interesse público;Garantir a transparência, explicabilidade e inteligibilidade;Promover a responsabilidade e a prestação de contas (Accountability); Garantir a inclusão e a equidade; Promover uma IA responsiva e sustentável.
Enquanto a UNESCO estabelece o primeiro padrão normativo mundial sobre o tema, focando massivamente na proteção dos direitos humanos. Suas diretrizes complementam a pesquisa em saúde ao reforçar: Proporcionalidade e não-maleficência; Direito à Privacidade e Proteção de Dados.
Além disso, as Organizações como o Council for International Organizations of Medical Sciences (CIOMS) e conselhos nacionais de grande relevância (como o Indian Council of Medical Research – ICMR) adicionam camadas práticas para a Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos e ensaios clínicos utilizando IA: Auditorias de Algoritmos;Consentimento Adicional de Compartilhamento
O PPGSC UEFS parabeniza o Grupo Cogitare e todos os debatedores pela excelente iniciativa, reforçando o compromisso do nosso programa com a vanguarda do debate científico e com o rigor ético na produção do conhecimento científico.
PS: texto elaborado com apoio de IA Gemini




